MESTRE BONSAI

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Archive for Fevereiro, 2011

SAGERETIA THEEZANS

Posted by mestrebonsai em Fevereiro 18, 2011

Ultima actualização: 13/1/2014
 SAGERETIA THEEZANS

Arbusto/árvore encontrado a Sul da China e em alguns locais da America do Norte.

Ambiente: Prefere climas amenos e de humidade constante. Quando exposto ao sol tem tendência em queimar as folhas parcialmente e em casos extremos, queimar totalmente a folha. Em vaso tal facto extremo é o mais comum. Pelo que se deve ter o cuidado de lhe fornecer o máximo de luminosidade possível mas evitar o sol directo durante os meses quentes ou de verão.

Características: As folhas da Sageretia crescem de forma geminadas.  As flores são muito pequenas e brancas e passam despercebidas. Os frutos são pequenos e preto-azulado, e comestíveis (apesar de não terem nenhum sabor em especial). De qualquer forma aconselho cuidado uma vez que o fruto de alguns cultivars desarranjam os intestinos.
Cresce entre 1mt e os 3mt. Quando em crescimento livre na Natureza, as folhas têm entre 1,5 cm e 4cm. Em bonsai porém, reduzem naturalmente entre o 1cm e os 1,5cm. Existem cultivars com folha mantém-se numa média de 6mm.
É de folha persistente, porém no nosso inverno “torna-se” de folha caduca, as folhas mais antigas ou menos saudáveis tornam-se amarelas e caem, sendo natural 1/3 das folhas totais cair (dentro de casa). No exterior perde uma maior quantidade, podendo ultrapassar mais de metade.

A casca do tronco acastanhada claro nas áreas mais novas e castanho acinzentado nas áreas mais antigas. Estas áreas antigas têm alguma tendência em descascar nas épocas do ano mais quentes. Tal mecanismo permite ao arbusto dar rebentos em zonas de tronco/ramos mais antigos.
Tem algum hábito em criar “rebentos ladrões” junto às raízes pelo seu mecanismo natural de evolução.

São de evolução lenta quanto à grossura de tronco e ramos, pelo que é aconselhável o seu cultivo nos maiores recipientes possível para o desenvolvimento dessa estrutura. As espécies, comerciais, que se vê à venda com troncos grossos, são cultivadas na China, directamente no campo até ao aspecto desejado e depois transplantadas para um vaso bonsai ao fim de pelo menos 10 anos.

Fertilização: Fertilização em excesso queima as raízes com facilidade. Os primeiros sinais são os das folhas ficarem castanhas como se estivessem queimadas pelo sol, sendo seguida por um escurecimento em casos mais extremos. É preferível fertilizar-se em quantidades mais pequenas, até porque mais alimento dá origem a novas folhas maiores.

Rega: Apesar de ser uma espécie que gosta de água, não é de forma alguma uma planta aquática, pelo que excessos, como pratos com água debaixo do vaso levam ao apodrecimento das raízes e à sua morte. Principalmente durante o Inverno. Deve-se manter a terra bem húmida durante todo o tempo quente e ambientes secos, e a terra apenas algo húmida (humidade-pano-torcido) durante o Inverno.
NUNCA borrifar as folhas, principalmente no interior e durante tempo frio e húmido, pois leva ao aparecimento de fungos (como o míldio) nas folha, que acabam por matar o bonsai.
Na natureza o “vaso” dela é literalmente o planeta terra e tudo é diferente… velocidade crescimento é maior, raízes maiores, etc  Ou seja consegue ir reagindo…
Mas se formos à China (esta espécie mais vendida) ou à America do Norte verificamos que mesmo assim morrem muitas antes de chegarem a tamanhos interessantes… exactamente por causa de fungos e áfidos. Em vaso os problemas multiplicam-se rapidamente e essa é a diferença. Se precisa de “lavar” as folhas… uma vez não deverá ter problema! Convém fazer pela manha para dar tempo à água de evaporar.

Transplante: Quando começa a Primavera vegetativa, até fim da Primavera, nunca no Verão, Outono ou Inverno. Durante o transplante não deixar as raízes secarem. Gosta de solos equilibrados entre húmus e minerais, daí que evolui melhor em misturas de 2 de akadama para 2 de humus, ou mais humus que akadama. Evite danificar demasiadas raízes durante o transplante, pois poderá começar a perder ramos. DEVE manter a terra sempre húmida nos meses a seguir ao transplante, não podendo nunca a terra secar por completo.
Nunca fertilize no mês a seguir ao transplante, mas eu aconselho que espere dois meses para a começar a fertilizar.
Poda: Para aparar apenas, corta-se o rebento da ponta que leva à ramificação. Para formação e ramificação, deve-se deixar um mínimo de 2 folhas saudáveis no ramo e cortar a cima deixando um pequeno toco. Cada par de folhas ramificará num rebento, ou seja, aparecem dois rebentos junto às folhas que ficaram. Para se dar mais volume e mais folhas, deve-se podar acima de cada par de folhas que apareça, desde que as folhas existentes tenham aberto por completo e apresentem aspecto de serem mais adultas.
Reprodução: Por estacas de crescimento do ano anterior, porém deve-se limpar o ramo cortado deixando apenas 2 folhas, para evitar dispendios de energia.  Por semente, basta colocar em terra e cobrir. Mantém-se a terra bem húmida o que leva à decomposição da baga, a fermentação facilita a germinação das sementes.
Higiene: Deve-se limpar as folhas que caem na terra, acumulam fungos ao apodrecer que acabam por ser transmitidos à planta viva. Pode varrer facilmente as folhas amarelas/secas com uma vassourinha para bonsai, quer no solo, quer nos próprios ramos.
Treino: Por ser de crescimento muito rápido pode-se usar arame mas com muito cuidado para não ficar marcado, algo que começa a acontecer 1 mês após colocação deste. Por esse motivo usar por exemplo ráfia, usar estacas ou amarrar pesos, são alguns dos melhores métodos.
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Posted in * FICHA TÉCNICA | 6 Comments »

A encomenda de Igor

Posted by mestrebonsai em Fevereiro 14, 2011

Um dos meus clientes pediu um presente original para a esposa no dia dos namorados.  Trouxe-me a caixa de madeira e Sábado estive entretido durante a manha 😉
Aqui ficam as fotos

Posted in Pedidos | 1 Comment »

Ligustrum

Posted by mestrebonsai em Fevereiro 8, 2011

 LIGUSTRUM SINENSE, L. japonicum, L. vulgare …

Alguns nomes comuns: Alfeneiro, Alfenheiro e Alfena (relacionados com o Lig. vulgare)
Existem muitas subespécies, veja no Wikipédia. Porém nunca existiu uma chamada “chinensis” ;-).

Arbusto / árvore encontrada na Europa central e Europa do Sul, Ásia, America do Norte e Continente Australiano.

De casca entre o Acinzentado e o Castanho claro. Ramos têm tendência em crescer erectos quando não treinados. Geralmente entre os 3mt e os 5mt no estado selvagem.
Dá flôr após meio do verão que crescem numa haste longa (Panícula). Têm uma fragância forte e adocicada, para atrair os insectos e garantir a polinização. Em bonsai tem menos tendência em florir devido à poda e ao facto da panícula sair do limite visual do bonsai uns 4 a 6cm, tornando-o desequilibrado, por isso existe tendência em corta-la mesmo antes de florir.
Depois de polinizada a flor dá origem a uma baga verde que escurece tornando-se preta-arroxeada no final do verão e início do outono. Cada baga contém no interior cerca de 4 sementes. Dependendo da sub-espécie de Ligustrum as bagas podem ser VENENOSAS para o ser humano se ingeridas, porém são um alimento apreciado por alguns pássaros, sendo os melros e o vulgar pardal os primeiros a come-las (em Portugal). As sementes passam pelo trato digestivo do animal e saem apenas as pequenas sementes de modo natural com os excrementos, ficando assim com uma boa base de partida para início de crescimento.

 
(Nas duas imagens em cima, Lig.japonicum)

Os ligustrum mais próximos do equador têm mais tendência em ser perenes, por evolução climática.

Muito utilizado como planta ornamental, pelos Chineses e pelos Japoneses (Lig. ovalifolium) para os seus jardins e alguns bonsai, apenas recentemente muito mais utilizados comercialmente. Utilizados também pelos Ingleses e mais intensamente pelos Franceses (Lig. vulgare “buxifolium”) nas bordaduras e separações de Jardins.
  
(Nas três imagens em cima, Lig. vulgare)
O Ligustrum vulgare é muito utilizado em Portugal, inclusive as suas bagas que são utilizadas para misturar no vinho e intensificar a sua cor.
Era utilizado pelos antigos como porta enxerto, relativamente às oliveiras (Olea).

 EM BONSAI a espécie mais utilizada é sem dúvida o

 LIGUSTRUM SINENSE (L.sinensis segundo alguns autores)

 Ambiente: Prefere climas amenos e de humidade constante. Quando exposto ao sol tem tendência em queimar os rebordos das folhas e em casos extremos, queimar totalmente a folha. Em vaso tal facto extremo é o mais comum. Pelo que se deve ter o cuidado de lhe fornecer o máximo de luminosidade possível mas evitar o sol directo durante os meses quentes ou de verão.

 Características: É a espécie mais conhecida como bonsai na Europa, devido à facilidade de a manter, bastante resistente e com brotação abundante sendo uma das espécies ideais para quem está a dar os primeiros passos na arte bonsai. É um arbusto nativo da China que pode ter 3 a 7 metros de altura. Planta de folha caduca ou semi-caduca,  no Inverno em ambientes frios tem tendência em perder uma boa parte das folhas que se tornam amarelas, principalmente se estiver no exterior. De folhas opostas, o que permite em termos de poda o aparecimento de dois novos ramos sempre que o topo de crescimento a seguir à folha é removido.
Existem sub-espécies de folha completamente verde e algumas de folha variegata, assim como existe uma sub-espécie cultivar que apresenta folha de um amarelo dourado. Deve-se manter a terra um pouco mais do que húmida no verão por ser uma espécie que absorve água com estrema facilidade e porque cria muitas raízes e muito facilmente.

 Fertilização: Fertilização em excesso queima as raízes com facilidade. Os primeiros sinais são os das folhas ganharem uma tonalidade castanha, sendo seguida por um escurecimento em casos mais extremos. É preferível fertilizar-se em quantidades mais pequenas, até porque mais alimento dá origem a novas folhas maiores.

Rega: Apesar de ser uma espécie que adora água, não é de forma alguma uma planta aquática, pelo que excessos, como pratos com água debaixo do vaso levam ao apodrecimento das raízes e à sua morte. Principalmente durante o Inverno. Deve-se manter a terra bem húmida durante todo o tempo quente e ambientes secos, e a terra apenas algo húmida (humidade-pano-torcido) durante o Inverno.
NUNCA borrifar as folhas, principalmente no interior e durante tempo frio e húmido, pois leva ao aparecimento de fungos (como o míldio) nas folha, ramos e tronco que acabam por matar o bonsai.

Transplante: Quando começa a Primavera vegetativa, até meio do Verão, nunca no Outono ou Inverno. Durante o transplante não deixar as raízes secarem. Cortar a ponta das raízes estimula a sua ramificação, por isso mais pontos de absorção de água/alimento. Gosta de solos um mais ricos em húmus mas com minerais, daí que evolui melhor em misturas de 1 (max.2) de akadama para 3 de humus, ou mais humus que akadama.
 
Poda: Para aparar apenas, corta-se o rebento da ponta que leva à ramificação. Para formação e ramificação, deve-se deixar um mínimo de 2 folhas saudáveis no ramo e cortar a cima deixando um pequeno toco. Cada par de folhas ramificará num rebento, ou seja, aparecem dois rebentos junto às folhas que ficaram. Para se dar mais volume e mais folhas, deve-se podar acima de cada par de folhas que apareça, desde que as folhas existentes tenham aberto por completo e apresentem aspecto de serem mais adultas.
 
Reprodução: Bastante fácil por estacas, tão fácil que enraíza em copos com água, porém deve-se limpar o ramo cortado deixando apenas 2 folhas, para evitar dispendios de energia.  Por semente, basta colocar em terra e cobrir. Mantém-se a terra bem húmida o que leva à decomposição da baga, a fermentação facilita a germinação das sementes.
 
Higiene: Deve-se limpar as folhas que caem na terra, acumulam fungos ao apodrecer que acabam por ser transmitidos à planta viva. Pode varrer facilmente as folhas amarelas/secas com uma vassourinha para bonsai, quer no solo, quer nos próprios ramos.
 
Treino: Por ser de crescimento muito rápido pode-se usar arame mas com muito cuidado para não ficar marcado, algo que começa a acontecer 2 a 3 semanas após colocação deste. Por esse motivo usar por exemplo ráfia, usar estacas ou amarrar pesos, são alguns dos melhores métodos.
 
 
 L.sinense variegata        /      Lig.Sinense
 
  

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S. Valentim – Novas Montras

Posted by mestrebonsai em Fevereiro 4, 2011

 

Aproxima-se S.VALENTIM e as nossas
montras param até mesmo os mais distraídos 🙂

Decidi apostar novamente num tema aplicado o ano passado,
o coração feito com os “vasos porto” como motivo principal.
Dentro coloquei pequenos vasos decorativos que quase toda
a gente pensa serem naturais 🙂

 

 Ao que parece não deve tardar a aparecer em muitas fotos no facebook e hi5 de pessoal que passa e na frente da montra tira fotografias nas situações mais interessantes… mãos dadas, beijinhos…. é divertido ver a imaginação do pessoal das escolas em posições que eu não faria de certeza :-))))

        

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Velão da nossa marca: Mestre Bonsai ;-)

Posted by mestrebonsai em Fevereiro 4, 2011

 Desde hoje que passamos a ter os velões místicos com as misturas correctas e mais interessante ainda… da nossa marca 😉
Mas se ainda quer ainda mais interessante… mais baratos que os antigos 😉

Porque não começão o dia de S.Valentim do melhor modo e reafirmar positivamente o seu amor com o Velão São Valentim?

Temos mais, muitos mais, por ex: Abre Caminhos, Dr. Sousa Martins, Nossa Sra das Graças, etc…

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Artesanato 02/2011

Posted by mestrebonsai em Fevereiro 3, 2011

 

 Este é algum do novo artesanato na loja Mestre Bonsai

  

  

 

 

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