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Archive for 2 de Março, 2011

Como transplantar o Bonsai. Transplante quase sem stress

Posted by mestrebonsai em Março 2, 2011

* Ultima actualização: 2013 05 23

TRANSPLANTES:

– Folhosas: Início da estação de crescimento até meio do verão

– Coníferas ou folhas espinhosas: Dias mais frios do ano.

Deve-se fazer o transplante na primeira época correcta a seguir à aquisição do bonsai.
Para a maior parte das folhosas não frutíferas transplanta-se na primavera vegetativa, ou seja, mal aparecem os primeiros rebentos der crescimento… e pode efectuar-se o transplante até ao primeiro mes de início de verão. Depois deve-se evitar devido ao stress do calor intenso.
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COMO TRANSPLANTAR CORRECTAMENTE UM BONSAI.

É de lamentar que se digam tantas asneiras por aí… como a de cortar 1/3 das raízes, ou a do método florista que agarram como está e colocam noutro vaso com um bocadinho de terra à volta!

Para o bonsai ser saudável, as raízes devem ser tão treinadas como os ramos. E como só as vemos de dois em dois anos, tem que se posicionar correctamente, cortar e alimentar para mais tarde não existirem problemas.

A Terra / Solo / Mistura
É muito importante sabermos as exigencias de solo da espécie a ser transplantada. Foram milhares de anos de evolução a tentar tirar partido de um tipo de solo específico. Quando contrariamos ou temos um solo deficiente, notar-se-á na saúde e evolução do bonsai.
A drenagem (velocidade de escoamento da água) é importante, não interessa que a água fique empoçada, mas interessa que fique retida humidade junto das raízes de modo a que a planta tire proveito da mesma, sem excessos e sem falta. Facilita a aplicação de fertilizantes, sendo que o aproveitamento em menores quantidades chega a todo o sistema radicular em vez de só a algumas eleitas.

Então comecemos:

O Bonsai de exemplo é um Ligustrum, comercial, chinês.
Como digo na ficha técnica, gosta de solos ricos em húmus mas com minerais, como se verá mais à frente, misturei para tal akadama.

As minhas ferramentas de eleição são a tesoura, o pau chines e às vezes o alicate de corte lateral (se as raízes forem grossas).

Não uso “garfos” nem “ganchos”, a minha experiência ensinou que devemos respeitar tanto as raízes como os ramos e como tal temos de ter calma e fazer o transplante com tempo.

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A maior parte dos bonsai comerciais têm um conjunto de raizes tão compactas que é dificil retirar do vaso. Com cuidado vai-se soltando a toda terra à volta, até se conseguir.
Como se vê a massa de raizes é impressionante e exagerada.

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Aproveitei que estava com o espeto de metal e utilizei-o para soltar as raízes, que estavam tão compactas que o pau chinês nem tinha espaço para o usar. Vai-se soltando lentamente em redor, toda a massa de raízes que normalmente foram crescendo dando varias voltas em redor.
É muito comum num vaso de 20cm encontrarem-se raízes que chegam a ter entre 1mt e 2 mt.

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(Estou a pedir emprestada esta imagem,
mas mudo assim que fizer uma minha)

Outro método de retirar a terra das raízes é usar um
chuveiro forte (jacto de água desde que não demasiado forte).
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Nesta imagem maior, pode-se ver uma raíz que tinha cerca de 1mt.
Deve-se estudar com cuidado a raiz e verificar se a podemos cortar e onde a devemos cortar.
No exemplo:
a) O pau chines indica o topo da raiz, a área mais chegada ao tronco, conseguem-se verificar algumas raizes menores que partem da maior.
b) A peça de plastico laranja/amarelo indica onde terminam essa micro-raizes, ou seja, será um bom sítio para cortar.
c) O cabo laranja da ferramenta indica o local onde se encontram a maior partes das raízes de alimentação.

Observações: Se não tivessemos as pequenas raízes de alimentação entre o pau chines e o indicador de plástico, não devemos cortar essa raíz se estivermos a lidar com uma espécie de crescimento lento. Mesmo as de crescimento rápido que é o caso do Ligustrum, nem sempre convém arriscar, tal corte teria consequências a nivel de ramos/folhas, na melhor das hipóteses perdemos algumas folhas e ramos fininhos. Na pior das hipóteses perdemos todo um ramo.
Quando não se pode cortar nada, deve-se cortar apenas as pontas das raízes de alimentação, ali mesmo na pontinha. Num próximo transplante teremos mais hipóteses e pode-se arriscar mais.

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Enquanto se mantém as raízes húmidas, trata-se agora da mistura.
Regra geral, quando o bonsai é grande, faz-se primeiro a mistura e depois  todo o trabalho na árvore.

Na imagem a terra mais escura é humus, a terra castanho-claro é Akadama e a terra “acinzentada” é uma mistura minha que contém húmus de minhoca, areia e lodo de lago. O lodo de lago decomposto contém aminoácidos e outros componentes que ajudarão na recuperação do bonsai.

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Neste caso vou usar o mesmo vaso, sendo um bonsai comercial, seria mais um custo para mim ou para o cliente. Se fosse um bonsai para mim eu usaria um vaso com cerca do dobro do espaço para que o bonsai se desenvolvesse mais.
O Vaso convém não ser vidrado no interior, convém ser maior caso ainda esteja no vaso de transporte (aquele azul muito pequeno), deve ter os furos de drenagem para escoar o excesso de água.

No fundo do vaso coloco uma rede (a vermelho). Isto evita que a mistura caia pelo buraco de drenagem mas permite que a água em excesso saia livremente.
A rede em questão cortei-a de um saco de batatas. Funcionam melhor as redes semi-rigidas do que as muito maleáveis.

[] Eu não uso arame para prender a rede. Ela fica presa com a mistura. Para que o arame?!!
[] Só se deve prender o bonsai ao vaso quando este está sujeito a movimento, quer seja pelo vento, por pessoas ou animais. Se vai estar dentro de casa, sossegado, e o único movimento é o percurso para a banca para ser regado ou o rodar em relação à luz (cada vez que se rega), então é absolutamente desnecessário.


Deve-se colocar uma camada de mistura no fundo do vaso e compacta-la, depois coloca-se mais um pouco de modo a fazer um pequeno monte, será em cima deste monte que se “pousará” a árvore. Assim evita-se que fique um “poço” de ar no meio das raízes o que evitaria o seu crescimento e desenvolvimento.

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Coloca-se o bonsai sobre a terra e distribui-se as raízes de forma radial, evitando que fiquem cruzadas ou enroladas.

Depois começa-se a colocar a mistura e vai-se aconchegando com o pau chines ou até com os dedos de modo a que a mistura envolva por completo todas as raízes.

No final pode-se colocar um pouco de musgo que tem apenas efeitos estéticos. Geralmente, apenas coloco um pouco em redor da área do tronco, sem exagerar, ganhando-se assim o efeito estético e ao mesmo tempo sem prejudicar o bonsai.

Nem todos os musgos sobrevivem dentro de casa, pelo que, sempre que for passear a algum lado, procure pequenas porções, principalmente que nasça emmuros ou pedras, e depois coloque no vaso do bonsai. Um dos tipos de musgo um dia será resistente e ficará quase sempre verde em relação a outros.

Na última fase do transplante, vem algo muito importante, a rega.

DEVE-SE regar abundantemente e encharcar por completo toda a nova mistura, até que a água saia abundantemente pelo buraco de drenagem.

Se o bonsai tém muita folhagem pode-se e é uma ajuda à recuperação do mesmo, efectuar uma poda mais a sério. Diminuindo a massa de folhas, diminui a transpiração, ou seja, menos stress para as raízes. Tem a vantagem adicional que com menos folhas a planta não dispende tanta energia, pelo que a usará em grande parte na recuperação e crescimento das raízes.

APÓS TRANSPLANTE, É IMPORTANTE:

a) Durante o próximo mês deve-se manter a terra sempre molhada. Nada de pratos com água, é a terra que deve permanecer molhada e não encharcada. A partir do segundo mês, regar e manter a humidade-pano-torcido.
b) NUNCA se fertiliza durante um mês, eu aconselho a NÃO FERTILIZAR DURANTE DOIS MESES. Porém pode-se incluir Vitaminas/aminoácidos na água da rega, como o Vita-Bonsai, em pequenas quantidades. Tal ajudará na recuperação das raízes.
c) Não colocar o bonsai ao sol, principalmente após um transplante. Muita luminusidade, nada de sol directo.

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No Mestre Bonsai, fazemos o transplante por si se ainda não se sentir seguro.
Trabalho GRATUÍTO. Apenas paga a terra e vaso se o quiser mudar.

Com a vantagem de que terei todo o gosto em ir ensinando durante o processo.
Se apenas quiser deixar o bonsai e depois voltar, também é hipotese válida.

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