MESTRE BONSAI

Paciência é quando respiramos com o mesmo ritmo do bonsai.

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Posts Tagged ‘mudar terra’

Época de Transplante de Resinosas e Frutíferas

Posted by mestrebonsai em Janeiro 24, 2017

Estamos na Época de Transplante de Resinosas e Frutíferas, Ultimas duas semanas de Janeiro e Primeira de Fevereiro.

Esta imagem pertence ao site: Nebari Bonsai https://nebaribonsai.wordpress.com/2013/01/26/freak-snow/

Esta imagem pertence ao site: Nebari Bonsai

Chegamos ao tempo frio, muito frio. É tempo de se começar a transplantar aqueles bonsai que:

– Dão flor em Fevereiro/Março/Abril e por isso fruto mais cedo. Como as Azaleas, Macieiras, Laranjeiras, etc etc

– Resinosas como Pinheiros, Juniperus, Chamaecyparis, etc.

Rápido… temos apenas até à primeira Semana de Fevereiro.

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Transplante completo. Neste caso o transplante de uma Macieira (Mal

Posted by mestrebonsai em Janeiro 21, 2017

Transplante completo. Neste caso o transplante de uma Macieira (Malus)

1/2

2/2

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Transplante de Serissa foetida para vaso Penjing

Posted by mestrebonsai em Novembro 20, 2016

Transplante de Serissa foetida para vaso Penjing com motivo de montanha a pedido da cliente.
“Assistencia ” de meu pai 🙂
Timelapse de 30min em 36seg
(Ajudem PF o portal Youtube do Mestre Bonsai a crescer, indo ao Youtube e clicando em GOSTO. Obrigado)

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Transplante Pinus pentaphyla

Posted by mestrebonsai em Novembro 3, 2016

Transplante Pinus pentaphyla
Timelapse de 45min em 25seg

(Ajudem PF o portal Youtube do Mestre Bonsai a crescer, indo ao Youtube e clicando em GOSTO. Obrigado)

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Transplante de Juniperus chinensis

Posted by mestrebonsai em Novembro 1, 2016

Transplante de Juniperus chinensis
Timelapse de 1.30h em 1,33min

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O QUE FAZER QUANDO TUDO DA ERRADO COM O BONSAI?

Posted by mestrebonsai em Dezembro 29, 2015

errado O QUE FAZER QUANDO TUDO DA ERRADO COM O BONSAI?

PRIMEIRA REGRA e muito importante: O bonsai é um ser VIVO, trate-o como tal.
Ele precisa de ÁGUA, isto é o mais básico que há. Precisa de LUMINOSIDADE, sol directo queima e se a planta tem pouca água vai desidratar e morrer.

SEGUNDA REGRA: Use o bom senso.
Interessante como a maior parte dos que me pedem ajuda tratam os bonsai como se fossem objectos, sem qualquer cuidado mínimo, e ficam admirados por o bonsai estar a morrer!
Doenças são tratadas com os “remédios” adequados. Você come, por exemplo, pedras para ajudarem a digestão? Claro que não. Parece ridículo. O problema é que se aparece alguém na Internet a dizer que o fez e que “foi provado por médios e cientistas suíços” muita gente vai testar.
Isto não é usar o bom senso, é seguir o rebanho cegamente! Bom senso era ir ao médico ou pelo menos ao farmacêutico e saber o que poderia fazer!
Nos bonsai, depois tem aqueles que só querem usar produtos “naturais” mas misturam detergentes! Ou os que querem deixar a natureza seguir o seu curso e abandonam o bonsai no exterior à espera que se cure sozinho… mas depois dizem e perguntam que não entendem porque morreu!
Bom, vamos a isto.

BONSAI ESTÁ DOENTE
Em primeiro lugar não se fertiliza. Sabe porque está doente? Fertilizante não é medicamento e muito menos miraculoso!
Segundo, deve tentar observar o ambiente do bonsai. É quente? É frio? Húmido? Seco? Existem lâmpadas quentes em redor? Aquecedor? Ar condicionado? O cão ou o gato usam-no como WC? O que é que lhe colocou no ultimo mês? Tudo isto são stresses para a planta.

BONSAI A SECAR:
Tem água? Foi regado? Está ao sol? Foi transplantado?
Como Regar: Mantenha a terra húmida. Não tenha um prato com água debaixo do vaso. Pode ter o prato, mas tem de estar sempre seco.  Rega-se por cima da terra e nunca se mergulha o vaso. Deve-se regar e manter a terra humida durante a Primavera quente ou verão. Deve ficar apenas “humidade-pano-torcido” em tempo frio/inverno
https://mestrebonsai.wordpress.com/2012/06/11/agua-e-as-plantas/

Não tenha o bonsai ao sol. Muita luminosidade mas nada de sol directo.
https://mestrebonsai.wordpress.com/2008/10/02/cuidados-a-ter-com-os-bonsai/

BONSAI SECO:
Risque o tronco com a unha junto à terra, está verde debaixo? Existe uma hipotese de recuperação. Está castanho? (Marron). Se sim em principio estará morto. Mas não desista, continue regando… às vezes as plantas surpreendem-nos. Veja no ponto anterior a rega, e não o coloque ao sol.
Tem um Juníperus, Tuia, Erica e está no Brasil? Já leu este artigo? https://mestrebonsai.wordpress.com/2013/06/16/juniperus-comprado-no-brasil/
Nem todas as plantas se dão no seu Estado. Principalmente se for quente.

BONSAI A FICAR COM FOLHAS PRETAS:
Fertilizou? Adubou? Provavelmente a mais! Retire essa terra, SEM cortar raízes. Lave as raízes com água à temperatura ambiente ou fria. Volte a plantar. https://mestrebonsai.wordpress.com/2011/03/02/como-transplantar-o-bonsai/
Sobre os fertilizantes: https://mestrebonsai.wordpress.com/2011/10/04/fertilizantes-adubos/

INSECTOS (Alguns parecem um algodão branco, outros lapas…)
Vá retirando, se vir que quer usar um método natural… se o fizer todos os dias… acabam por desaparecer…mas se está a fugir do controle ou prefere usar algo mais rápido, use um insecticida. Tenha atenção e obedeça à distancia de segurança do fabricante.
COMO APLICAR INSECTICIDA: A uma distancia de um braço aplica-se uma borrifadela a cada um dos 4 lados, POR DEBAIXO das folhas. Depois à mesma distância uma única borrifadela de topo.
Nada em demasia nem demasiado perto que estraga a planta. E não termina aqui. É OBRIGATÓRIO repetir 3 a maximo 4 dias depois. Isto porque alguns dos bichos estavam ainda em ovo e não receberam o insecticida… fazendo correcto funciona bem.

FUNGOS (Geralmente Pó branco, preto ou alaranjado nas folhas e/ou tronco)
Está a borrifar as folhas com água? Isso prejudica mais do que ajuda. A sua casa é húmida? Será necessário aplicar calda bordalesa diluída de 6 em 6 meses.
COMO APLICAR FUNGICIDA: A uma distancia de um braço aplica-se uma borrifadela a cada um dos 4 lados, POR DEBAIXO das folhas. Depois à mesma distância uma única borrifadela de topo.
Nada em demasia nem demasiado perto que estraga a planta.

AINDA VAI COMPRAR UM BONSAI?
Tente Saber que espécies são resistentes, em vaso, na sua localização geográfica.Geralmente as espécies mais resistentes são: Ficus, Ligustrum, Ulmus, Serissa… mas continua-se a ter de saber se a planta se dá no seu clima. Existem espécies que podem estar no interior e espécies que NUNCA devem estar dentro de casa, por ex os Pinheiros, as Tuias, os Juniperus…
Se quer mesmo uma espécie… compre num horto uma planta dessas em vaso e tente cuidar dela e tratar como se fosse o bonsai durante 1 ano. Se conseguir, é provável que consiga tratar do bonsai… se tiver os devidos cuidados.

CUIDADOS GERAIS
https://mestrebonsai.wordpress.com/2012/10/16/resumo-de-cuidados/

OBERVAÇÃO FINAL
O bonsai é um ser vivo e por isso a recuperação depende de si. Evitar stresses, tratar adequadamente. Conheça a espécie e veja se é normal, por exemplo, a folha estar a cair.
O bonsai recupera ao ritmo dele. Não é imediato e depende da época do ano. Tem plantas que ao fim de 3 semanas apresentam sinais, outras que demoram 3 ou 4 meses.
Não acredite em tudo o que lê na Internet, use o bom senso. Já li as coisas mais bárbaras e incríveis do que se faz por aí e MUITO ERRADAS: Por exemplo de borrifar com leite para tornar as folhas brilhantes! NÂO… o bom senso diz que o leite vai estragar e criar fungos. É fácil deduzir isto.
Acho que me fiz entender!

Continuarei a tentar ajudar-vos… mesmo quando determinados locais como Ikea, Lidl, Continente, determinados “hortos” e empresas do género pelo Brasil e pelo mundo que apenas vos levam o dinheiro e nem sabem aconselhar o mínimo para manter o bonsai vivo.  Tenho visto, eu mesmo, em local, pessoas a comprarem bonsai que estão a morrer porque têm pena! A serio? Isso é um incentivo para empresas sem escrúpulos a continuarem a enganar-vos enquanto as empresas sérias e com conhecimentos adequados estão a fechar!
Por mim… o bom senso diz-me que são locais a evitar e que se devem aconselhar e comprar nos locais especializados.

Se acharem que deva incluir algo neste artigo… mas deixar comentado.

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Solos, Misturas, Componentes…

Posted by mestrebonsai em Novembro 27, 2013

Ultima actualização: 28/4/2014
(Este artigo está e estará em construção)

Horizonte-SoloSolos, Misturas, Componentes.

O Solo tem como função suster as raízes, segurar a planta e alimentar; retém humidade. Deve ter uma boa aeração e drenagem.
A composição do solo e seus elementos é muito importante para a planta, seu desenvolvimento e sobrevivência.
Cada planta nasce num determinado local do planeta, onde se desenvolve geneticamente e evolui durante milhões de anos na presença de determinados componentes ao ponto de ficar dependente destes.
Aprende-se na  escola a estratificação dos solos e alguns dos seus componentes, vejamos:
o – Camada Zero. Camada superficial, orgânica, exposta aos elementos. Dependendo da sua localização e presença de vegetação pode ser escura ou variar de tonalidade dependendo da presença de detritos vegetais/animais.
A – Contituída principalmente por húmus e barros movimentados por vermes (das camadas inferiores para as superiores. É nesta camada que se fixam a grande maior parte das raízes das plantas, organismos decompositores e animais detrívoros (animais que se alimentam dos restos orgânicos).
E – Camada mineral com uma mistura muito leve de materia orgânica. É uma camada onde se acomulam minerais ferrosos e resistentes como por exwemplo o quartzo. Algumas raízes de árvores usam esta camada para retirar os minerais que necessitam para o seu desenvolvimento.
C – Camada mineral que terá sofrido poucas alterações.
R – Rocha, não mostrada na Imagem. Camada rochosa

As cores variam de localização, presença de determinados metais (entre tons vermelhos, amarelos, brancos, esverdeados ou azulados), presença de matéria organica (mais escuros), entre outros factores.

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PARA BONSAI

O solo para o bonsai deve ter uma constituição indicada à espécie. Como referido, as plantas cresceram geneticamente em determinadas localizações. O ser humano transportou-as para terras mais ou menos favoráveis ao desenvolvimento e saúde. Um caso de exemplo e mais flagrante são os Citrinos (Limoeiros, Laranjeiras, etc), habituados a solos com uma presença razoável de minerais ferrosos. Em solos deficientes neste metal começam a ter problemas de clorose entre outros problemas. Da mesma maneira precisam da presença de Magnésio que favorece essa absorção de metal ferroso, ou seja, uma constituição de solo bastante específica.
Assim, devemos estudar a espécie e descobrir as suas exigencias.

humus-maosHúmus – É constituído por matéria orgâniva vegetal e/ou animal decomposta. A decomposição é efectuada por organismos decompositores, animais, bacterias e fungos. “Artificialmente” o homem pode produzir humus minhocahúmus, inserindo em compostores determinados componentes químicos e água para acelerar o processo, a humidade e temperatura contribuem para tal.
HUMUS DE MINHOCA – (Img lado direito). É humus, terras diversas que foram decompostas e depois processadas pelas minhocas. O resultado final é uma mistura que passou pelo trato digestivo deste verme, não possui odor rico em micronutrientes (ferro, cobre, boro, zinco, molibidênio) e macronutrientes (nitrogênio, potássio, fósforo, magnésio, calcio), possui uma textura macia em razão da granulometria das partículas do solo (silte e areia). Interessante é que quando o húmus é produzido a partir de esterco, ele contém também uma serie de hormônios vegetais que fortalecem as plantações possuindo propriedades enraizantes que favorecem a subdivisão da raiz.

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akadama-graoAkadama – (Lado Esquerdo). É constituído por argila na sua maior parte. A sua origem vulcânica contribui para a presença de minerais e metais que a tornam um excelente complemento para as plantas. terra barrenta
Tem origem no Japão na Cidade de Akadama (daí o seu nome). Também utilizada pelos aquarofilistas.
Ph quase neutro (entre 6,5 e 7,2), grande quantidade de minerais diversificados e caracteristicas porosas que permitem a absorção/retenção de humidade assim como a drenagem de água em excesso.
O barro é extraído e passa por um processo de esterilização/vulcanização com ar quente a 300º C e depois é peneirado por tamanhos antes de ser embalado e vendido.
LAMA/ARGILA/BARRO – (Lado direito) São opções mais baratas. Quer se aqueça para esterilizar quer se uso naturalmente, pode ser peneirada e usada. As lamas de lagos/rios são apreciadas pelos seus componentes, porém desfazem-se facilmente na presença de água. Os barros/lamas têm a grande desfantagem de “escorrer” para o fundo do vaso e compactar a mistura, pelo que se deve peneirar, usar granulos maiores. Esterilizações de barros a temperaturas superiores ajudam a que permaneçam aglomerados mais tempo… as lamas porém perdem qualidades.

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kanuma1Kanuma – É constituída por cinzas vulcânicas ácidas que acumularam durante muito tempo. Kanuma é um solo Japonês local da cidade com o mesmo nome. “Sofre” o mesmo processo de mineração, esterilização e borracafe-carvaoseparação que a akadama. A sua acidez é uma mais valia para misturas a serem aplicadas em plantas que gostem de solos ácidos, como as azaleas ou para plantas de folha vermelha em que a acidez ajuda na concentração e fixação do pigmento natural.
Ph ácido entre os 4,5 e os 5.  A akadama favorece o aparecimento de raízes fibrosas em vez de longas e rígidas.
BORRA CAFÉ / CARVÃO VEGETAL – (Img lado direito) São soluções económicas, mas que se deve ter muito cuidado, pois, os excessos prejudicam a saúde da planta. Tanto um como o outro devem ser em quantidades pequenas, ex: 9/10 de humus para 1/10 café/carvão.
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KiryuKiryu – É um solo vulcânico extremamente drenante, uma pedra-pomes. A água não se agrega facilmente o areiaque para algumas espécies é importante. Tem um Ph ligeiramente ácido, 6,5.
Muito utilizado para bonsai de crescimento lento e  que têm de estar muito tempo no mesmo vaso sem transplante.
AREIA/AREÃO – Tem propriedades drenantes semelhantes, porém é mais pesada e é mais dificil establecer um Ph, contudo a maior parte tem Ph neutro. Pode-se usar areia para aquário (não colorida). Areia da praia (extremamente bem lavada).

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turfaTurfa – É um material de origem vegetal parcialmente decomposto. A mais conhecida em Portugal é a turfa de madeira, das árvores. Noutros locais pode ser de Sphagnum (família dos musgos) ou de uma erva da família dos juncos, etc. A sua composição é definida por substâncias húmicas (Ácido Húmico, Ácido fúlvico e Humina) e substâncias não-húmicas. Dependendo da sua origem, a sua aplicação geralmente não é directa na mistura bonsai. Costuma-se usar akadama bem moída e turfa humedecida para fazer uma pasta que se aplica na construção de Penjing (paisagens em vaso); florestas, etc. ou seja, para formar um rebordo que “segura” a terra/mistura em vasos/lajes mais rasos.

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rocha vulcanicaRocha Vulcanica – É habitual ver-se rocha vulcânica vermelha em algumas misturas universais “para bonsai”.
Factores positivos: Porosa, drenante, um ou outro mineral interessante. Contém Cobre que pode funcionar como fungicida para plantas que têm problemas constantemente.. mas…
Factores negativos: Regra não geral, contém cobre; cobre é um inibidor de crescimento de raizes, ou seja, evita que a planta se desenvolva de forma correcta. Absorção de Cobre é fatal para algumas espécies de plantas. Dificilmente as plantas conseguem obter nutrientes da rocha.

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caixa-areia-extraAreia para Gatos – Não usar. além dos muitos químicos desinfectantes e prejudiciais às plantas… a “areia” é absorvente e a função dela é essa mesmo. Basicamente tinha-mos uma competição pela absorção de água, a planta com o seu ritmo e a areia feita para uma absorção rápida. Quem acha que ganha?
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800px-Leca_pelletsLeca – Eu vou “atirar” apenas alguma informação, mas não tenho como a comprovar uma vez que não existe informação publica correcta, só a que querem mostrar:
http://www.weber.com.pt/uploads/media/Brochura__enchimentos_leves.pdf
ou
http://pt.wikipedia.org/wiki/Argila_Expandida
E os laboratórios não deixam mostrar os relatórios completos ao público.
A Leca NÃO TEM apenas “argilas” e é cancerígena, claro que não vamos andar a comer Leca mas algumas plantas que comemos podem absorver essas “propriedades” que depois nos são transmitidas. Ainda não percebi porque em alguns locais usam como 1º sistema de filtragem de água, mas espero que Nunca tenha de precisar de beber água filtrada pela Leca.
Em bonsai, cada um é livre de fazer como quiser, mas estás a colocar cinzas comprimidas e deixar a planta sobreviver em cima delas… não me parece saudável. Para além disso o que alimenta o bonsai acaba por ser a enorme quantidade de fertilizante que se terá de dar para compensar as deficiencias nutritivas.
Apesar de dar mais trabalho, até tijolo moído é melhor que a Leca, ou casca de pinheiro com grânulo pequeno… ou ainda mais natural, pedrinhas separadas por granulo provenientes de pedreiras… e porque não cascalho!?
Nota extra – repare que algumas terras comerciais continham Leca e esta desapareceu da sua constituição.

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Como utilizar

Apesar de aparecer em muitos sites a utilização de determinados componentes no seu estado puro, tal não é nada aconselhado. Como exemplos: Só húmus, a terra torna-se compacta com as regas o quer estrangula o crescimento da planta. Tem deficiencia em minerais o que influencia a saúde da mesma. Só akadama contém minerais mas pouco alimento para o desenvolvimento da planta o que volta a influenciar a saúde da planta.
Claro que se pode compensar com outros componentes… mas alguns roçam o ridículo! Bolinhas de esferovite para “arejar” o solo… fibra de côco menos mal… mas se não sabem o que fazer a tanta fibra… inventem noutro local 😉  E sim… ao akadama pode-se usar fertilizantes químicos, constantemente!

Estratificação… não obrigado. Não posso deixar de concordar quando alguns observam que serve para uma drenagem mais eficaz… mas se é necessário ser assim é porque algo já está a falhar logo de início. Talvez os buracos de drenagem sejam pequenos!? Talvez se esteja a carregar/compactar a mistura em demasia!? Talvez a granulação seja demasiado pequena!? Talvez, talvez…

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Então… o que é correcto?


O correcto é:
1. Quais as especificações/caracteristicas de solo para a espécie/planta?
2. O que se pretende obter do bonsai/planta? (Mais ou menos raizes; maior ou menos folha…)
3. Equilíbrio.
4. Mistura homogénea. Assim todas as raízes têm acesso por igual aos mesmo componentes. A absorção é mais eficaz e equilibrada.
5. Em que clima vai viver a planta. Se fôr por exemplo um clima ventoso e quente a água desaparece rapidamente e uma mistura que retenha água por mais tempo é essencial. Se fôr um clima humido/chuvoso a mistura deve ser mais drenante.

Exemplos:
Se nas características da planta… ela cresce num local barrento com pouca presença de húmus, o mais provável é a utilização de mais akadama/barro do que húmus. E se for terra ácida, provavelmente metade da quantidade de akadama ou mais poderia ser kanuma.
Se a planta é de um local tropical, muito rico em material vegetal em decomposição, mas nos extratos inferiores existe barro, a mistura deve ser mais rica em húmus e em quantidade igual o inferior de akadama.

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Como sei o Ph da terra?

Fácil. Existem kits de teste no mercado, principalmente para se verificar o Ph da água das piscinas. De experiência, ainda não encontrei um único dispositivo eletrónico que valesse a pena e fosse rigoroso. Os líquidos são mais eficientes e faceis de utilizar.
É importante colocar uma porção da terra num frasco com água a cobrir a terra. Mexer muito bem e deixar estabilizar (15 a 30min costuma ser sufuiciente). Mexe-se bem novamente e coloca-se uma pequena porção no recipiente de teste. Cooloca-se as gotas de teste e verifica-se a côr correspondente. É uma leitura “bruta” mas muito aproximada.
Ter em atenção que algumas terras mudam as propriedades quando estão dentro de água, kanuma é um exemplo bom. Triturar bem os grão com a água e deixar estabilizar durante 4 a 8 horas. Depois testar.

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NÃO LER:  🙂 Já que estás a ler… Todo este artigo está em construção/actualização com a finalidade de ser bastante completo. Pergunta/sugere algo que aches que deve estar aqui. Obrigado.

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Como transplantar o Bonsai. Transplante quase sem stress

Posted by mestrebonsai em Março 2, 2011

* Ultima actualização: 2013 05 23

TRANSPLANTES:

– Folhosas: Início da estação de crescimento até meio do verão

– Coníferas ou folhas espinhosas: Dias mais frios do ano.

Deve-se fazer o transplante na primeira época correcta a seguir à aquisição do bonsai.
Para a maior parte das folhosas não frutíferas transplanta-se na primavera vegetativa, ou seja, mal aparecem os primeiros rebentos der crescimento… e pode efectuar-se o transplante até ao primeiro mes de início de verão. Depois deve-se evitar devido ao stress do calor intenso.
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COMO TRANSPLANTAR CORRECTAMENTE UM BONSAI.

É de lamentar que se digam tantas asneiras por aí… como a de cortar 1/3 das raízes, ou a do método florista que agarram como está e colocam noutro vaso com um bocadinho de terra à volta!

Para o bonsai ser saudável, as raízes devem ser tão treinadas como os ramos. E como só as vemos de dois em dois anos, tem que se posicionar correctamente, cortar e alimentar para mais tarde não existirem problemas.

A Terra / Solo / Mistura
É muito importante sabermos as exigencias de solo da espécie a ser transplantada. Foram milhares de anos de evolução a tentar tirar partido de um tipo de solo específico. Quando contrariamos ou temos um solo deficiente, notar-se-á na saúde e evolução do bonsai.
A drenagem (velocidade de escoamento da água) é importante, não interessa que a água fique empoçada, mas interessa que fique retida humidade junto das raízes de modo a que a planta tire proveito da mesma, sem excessos e sem falta. Facilita a aplicação de fertilizantes, sendo que o aproveitamento em menores quantidades chega a todo o sistema radicular em vez de só a algumas eleitas.

Então comecemos:

O Bonsai de exemplo é um Ligustrum, comercial, chinês.
Como digo na ficha técnica, gosta de solos ricos em húmus mas com minerais, como se verá mais à frente, misturei para tal akadama.

As minhas ferramentas de eleição são a tesoura, o pau chines e às vezes o alicate de corte lateral (se as raízes forem grossas).

Não uso “garfos” nem “ganchos”, a minha experiência ensinou que devemos respeitar tanto as raízes como os ramos e como tal temos de ter calma e fazer o transplante com tempo.

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A maior parte dos bonsai comerciais têm um conjunto de raizes tão compactas que é dificil retirar do vaso. Com cuidado vai-se soltando a toda terra à volta, até se conseguir.
Como se vê a massa de raizes é impressionante e exagerada.

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Aproveitei que estava com o espeto de metal e utilizei-o para soltar as raízes, que estavam tão compactas que o pau chinês nem tinha espaço para o usar. Vai-se soltando lentamente em redor, toda a massa de raízes que normalmente foram crescendo dando varias voltas em redor.
É muito comum num vaso de 20cm encontrarem-se raízes que chegam a ter entre 1mt e 2 mt.

*
(Estou a pedir emprestada esta imagem,
mas mudo assim que fizer uma minha)

Outro método de retirar a terra das raízes é usar um
chuveiro forte (jacto de água desde que não demasiado forte).
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Nesta imagem maior, pode-se ver uma raíz que tinha cerca de 1mt.
Deve-se estudar com cuidado a raiz e verificar se a podemos cortar e onde a devemos cortar.
No exemplo:
a) O pau chines indica o topo da raiz, a área mais chegada ao tronco, conseguem-se verificar algumas raizes menores que partem da maior.
b) A peça de plastico laranja/amarelo indica onde terminam essa micro-raizes, ou seja, será um bom sítio para cortar.
c) O cabo laranja da ferramenta indica o local onde se encontram a maior partes das raízes de alimentação.

Observações: Se não tivessemos as pequenas raízes de alimentação entre o pau chines e o indicador de plástico, não devemos cortar essa raíz se estivermos a lidar com uma espécie de crescimento lento. Mesmo as de crescimento rápido que é o caso do Ligustrum, nem sempre convém arriscar, tal corte teria consequências a nivel de ramos/folhas, na melhor das hipóteses perdemos algumas folhas e ramos fininhos. Na pior das hipóteses perdemos todo um ramo.
Quando não se pode cortar nada, deve-se cortar apenas as pontas das raízes de alimentação, ali mesmo na pontinha. Num próximo transplante teremos mais hipóteses e pode-se arriscar mais.

…………………………………………………

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Enquanto se mantém as raízes húmidas, trata-se agora da mistura.
Regra geral, quando o bonsai é grande, faz-se primeiro a mistura e depois  todo o trabalho na árvore.

Na imagem a terra mais escura é humus, a terra castanho-claro é Akadama e a terra “acinzentada” é uma mistura minha que contém húmus de minhoca, areia e lodo de lago. O lodo de lago decomposto contém aminoácidos e outros componentes que ajudarão na recuperação do bonsai.

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Neste caso vou usar o mesmo vaso, sendo um bonsai comercial, seria mais um custo para mim ou para o cliente. Se fosse um bonsai para mim eu usaria um vaso com cerca do dobro do espaço para que o bonsai se desenvolvesse mais.
O Vaso convém não ser vidrado no interior, convém ser maior caso ainda esteja no vaso de transporte (aquele azul muito pequeno), deve ter os furos de drenagem para escoar o excesso de água.

No fundo do vaso coloco uma rede (a vermelho). Isto evita que a mistura caia pelo buraco de drenagem mas permite que a água em excesso saia livremente.
A rede em questão cortei-a de um saco de batatas. Funcionam melhor as redes semi-rigidas do que as muito maleáveis.

[] Eu não uso arame para prender a rede. Ela fica presa com a mistura. Para que o arame?!!
[] Só se deve prender o bonsai ao vaso quando este está sujeito a movimento, quer seja pelo vento, por pessoas ou animais. Se vai estar dentro de casa, sossegado, e o único movimento é o percurso para a banca para ser regado ou o rodar em relação à luz (cada vez que se rega), então é absolutamente desnecessário.


Deve-se colocar uma camada de mistura no fundo do vaso e compacta-la, depois coloca-se mais um pouco de modo a fazer um pequeno monte, será em cima deste monte que se “pousará” a árvore. Assim evita-se que fique um “poço” de ar no meio das raízes o que evitaria o seu crescimento e desenvolvimento.

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Coloca-se o bonsai sobre a terra e distribui-se as raízes de forma radial, evitando que fiquem cruzadas ou enroladas.

Depois começa-se a colocar a mistura e vai-se aconchegando com o pau chines ou até com os dedos de modo a que a mistura envolva por completo todas as raízes.

No final pode-se colocar um pouco de musgo que tem apenas efeitos estéticos. Geralmente, apenas coloco um pouco em redor da área do tronco, sem exagerar, ganhando-se assim o efeito estético e ao mesmo tempo sem prejudicar o bonsai.

Nem todos os musgos sobrevivem dentro de casa, pelo que, sempre que for passear a algum lado, procure pequenas porções, principalmente que nasça emmuros ou pedras, e depois coloque no vaso do bonsai. Um dos tipos de musgo um dia será resistente e ficará quase sempre verde em relação a outros.

Na última fase do transplante, vem algo muito importante, a rega.

DEVE-SE regar abundantemente e encharcar por completo toda a nova mistura, até que a água saia abundantemente pelo buraco de drenagem.

Se o bonsai tém muita folhagem pode-se e é uma ajuda à recuperação do mesmo, efectuar uma poda mais a sério. Diminuindo a massa de folhas, diminui a transpiração, ou seja, menos stress para as raízes. Tem a vantagem adicional que com menos folhas a planta não dispende tanta energia, pelo que a usará em grande parte na recuperação e crescimento das raízes.

APÓS TRANSPLANTE, É IMPORTANTE:

a) Durante o próximo mês deve-se manter a terra sempre molhada. Nada de pratos com água, é a terra que deve permanecer molhada e não encharcada. A partir do segundo mês, regar e manter a humidade-pano-torcido.
b) NUNCA se fertiliza durante um mês, eu aconselho a NÃO FERTILIZAR DURANTE DOIS MESES. Porém pode-se incluir Vitaminas/aminoácidos na água da rega, como o Vita-Bonsai, em pequenas quantidades. Tal ajudará na recuperação das raízes.
c) Não colocar o bonsai ao sol, principalmente após um transplante. Muita luminusidade, nada de sol directo.

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No Mestre Bonsai, fazemos o transplante por si se ainda não se sentir seguro.
Trabalho GRATUÍTO. Apenas paga a terra e vaso se o quiser mudar.

Com a vantagem de que terei todo o gosto em ir ensinando durante o processo.
Se apenas quiser deixar o bonsai e depois voltar, também é hipotese válida.

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