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Nematóides (larvas na terra)

Posted by mestrebonsai em Julho 6, 2010

Ultima actualização: 7/8/2014

“NEMATÓIDES” – NEMATÓDEOS
ou NEMÁTODOS (NEMATHELMINTHES) (do Grego Nema=fio)
ou Vermes cilindricos
É considerado o grupo de metazoários mais abundante do nosso planeta, encontrando-se em todos os habitats: terrestre, marinho, água doce. São em grande parte parasitas de plantas ou animais. Podem ser microscópicos ou ter perto de 13mts.
Não acho que valha a pena ser demasiado técnico, mas para identificação e os que nos interessam a nível de plantas: possuem corpo cilindrico alongado, a cor varia entre o aparente transparente, branco, cinza, acastanhado. Geralmente, no microsistema do bonsai, não são maiores que 2,5cm. São mais comuns os que possuem até 5 mm. Possui na boca placas cortantes, parecidas com dentes com os quais podem perfurar os tecidos de outros seres vivos. Enquanto que existem muitos que são completamente carnívoros, alimentando-se de pequeníssimos animais ou até necrófagos (animais mortos).
Reproduzem-se por fecundação interna (são dióicos), geralmente os machos (apresentam espinhos copulatórios e cauda encurvada) são menores que as fêmeas (fecundação interna, ovo). Algumas espécies depositam o ovo fecundado no ambiente.
  
Gostam de solo húmido, areias ou humus, águas estagnadas, alguns inserem-se nas raízes ou frutos.
Conseguem suspender os processos vitais, ou seja em ambientes extremos, secura, calor ou frio, conseguindo após essa época “voltar à vida” (criptobiose).
Nemátodes fitoparasíticos podem ser ecto- ou endo-parasitas; todos têm estiletes, mas enquanto alguns se mantêm no solo, com apenas o estilete no tecido vegetal, outros enterram a cabeça na planta e alguns entram na planta por inteiro, o que geralmente provoca um inchaço ou uma galha. As galhas são estruturas vegetais deformadas pela presença do verme, dentro das quais o verme se desenvolve e pode sobreviver por muito tempo quando dessecado (há relatos de vermes sobrevivendo por 27 anos em galhas, apesar de serem raros; Dilendus dipsaci, que ataca pepinos, alho e outras culturas, sobrevive por 4 a 9 anos em galhas, dependendo do material vegetal usado. É interessante notar que as fases infectantes de fitoparasitas têm grandes reservas nutricionais, tendo em vista que eles não se alimentam até achar um hospedeiro. As fases infectantes de Heterodera podem viver no solo por até um ano, e outros tilenquídios conseguem sobreviver por pelo menos algumas semanas. Juvenis infectantes aparentemente são atraídos a novas plantas por exsudações, sendo capazes de percorrer distâncias de até 2,5 m para chegar a um hospedeiro. Tendo em vista que provavelmente o estilete não é utilizado para penetrar na planta, apenas para perfurar as células e sugar o conteúdo, a penetração ocorre em pontos fracos da raiz, de modo que os nemátodes são atraídos pelas feridas. Uma característica para um nematóide ser fitoparasita é a presença de estilete na parte anterior do sue corpo. Quanto ao tipo de parasitismo são classificados em ecto ou endoparasitas (dividido em sedentário ou migrador), podendo atacar folhas, flores, caule e raízes. O sintoma característico causado pelo genero Meloidogyne é a galha, devido a indução de um crescimento desenfreado de 3 a 5 células, por onde o nematóide irá se alimentar, crescer, se reproduzir e morrer. O nematóide possui uma reserva lipídica em seu corpo que o permite não se alimentar até que encontre seu hospedeiro. Pode ocorrer a perda de sua capacidade parasitária, caso gaste de 50 a 60% desta reserva corporal. Os juvenis buscam seu hospedeiro guiado pelos exsudatos que as plantas liberam direcionando-os. Em regra geral, os nematóides só parasitam raízes novas, uma vez que é sabido que o estilete é utilizado para perfurar e não penetrar a planta.

Outro problema é que são portadores de uma bactéria: Agrobacterium tumefaciens, que provoca um entumestimento das raízes, uma espécie de cancro que evita o funcionamento correcto destas.
(http://en.wikipedia.org/wiki/Agrobacterium#mediaviewer/File:Agrobacteriumgall.jpg)

   SOLUÇÕES: Pelo que se disse em cima, já se viu que é provavel que esteja a usar um solo errado. a) NUNCA use solos ADUBADOS, porém pode usar solos fertilizados. b) NUNCA tenha um prato com água debaixo do bonsai. c) Deixe a terra ficar apenas húmida antes de regar novamente. d) Fertilize, sim :-). Se fertilizar torna a terra menos atractiva para o nematóide. Mas tenha em atenção que fertilizante a mais queima as raízes do bonsai e) Plantar Tagetes patula. f) Quando não se quer plantar pode-se aplicar com extremo cuidado uma solução de alcool com as folhas e flores das Tagetes que se deixa a apurar por 12hs – pulverisa-se levemente o solo. g) É IMPORTANTE lavar as raízes durante um transplante que serve para se livrar dos nematóides, pois reduz o risco de contágio. Deite fora essa terra usada. h) Algumas pessoas polvilham a terra com canela (pó). i) Eu tenho o “péssimo” 🙂 hábito de deixar alguns pezinhos de aromáticas (hortelã, menta, incenso) crescer nos vasos dos meus bonsai. Controlo bastante o crescimento, mas penso que, por eliminação de hipóteses que devem ser as responsáveis pelo não aparecimento destes vermes em alguns solos, como os dos ficus (que estão constantemente húmidos)! j) Depois de lavar as raízes com água, se tiver MUITO CUIDADO, durante o transplante pode colocar em SPRAY uma solução muito diluída de Insecticida + Água nas raízes. Cuidado que insecticida a mais pode queimar as raízes. NOTA: Um grande problema são as mutações. Enquanto que à 20 anos atrás só nos tinha-mos que preocupar com os nematódeos que apareciam em solos adubados com excrementos animais, actualmente, por causa das importações, temos também os nematódeos de solos argilosos. Com uma agravante, aparentemente cruzaram-se e é habitual aparecerem em ambos os solos. Pelo que é ainda mais necessário os transplantes de 2 em 2 anos e um controle da terra utilizada.

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